Elói Pietá – PT – 13

 

Perguntas comuns a todos os candidatos

1) Qual sua profissão ou seu meio de sobrevivência?

Sou professor. Atualmente leciono História do Brasil em cursinhos comunitários gratuitos. Tenho também registro de advogado na OAB, embora não esteja no momento exercendo a profissão. Minha única renda atual é a aposentadoria no INSS. Moro em Guarulhos há 44 anos. Morei no Taboão e moro há 23 anos em Gopoúva. Fui vereador (1983-1988 e 1989-1990) e presidente da Câmara Municipal no último destes períodos. Depois, deputado estadual (1990-1994, 1995-1998 e 1999-2000) e prefeito (2001-2004 e 2005-2008). Atualmente não ocupo cargo eletivo.

2) Qual a solução, em seu entendimento, para os moradores em situação de rua, que perambulam pelas praças, espalham detritos e passam uma imagem ruim da cidade?

É preciso entender a terrível dificuldade pela qual passam as pessoas em situação de rua, resultado da crise econômica e da falta de trabalho e renda, o que só piorou com a Covid-19. O governo do atual prefeito agravou o problema ao transferir o albergue do Centro para uma região distante de Bonsucesso. Nenhuma medida positiva foi tomada para ajudar estas pessoas. Para encontrar soluções para este quadro dramático, vamos identificar caso a caso, através da assistência social, as razões deste sofrimento e buscar, como já fizemos, soluções econômicas e de moradia. O problema será enfrentado não apenas no Centro, mas também nos centros regionais da cidade. A retomada dos programas de auxílio aos desempregados, que existiam na minha época de prefeito, é parte da solução. Outra é o atendimento em albergues e abrigos, além do atendimento específico social e de saúde.

3) Outras cidades ao longo da via Dutra têm diversas travessias de um lado para outro da rodovia e em Guarulhos não. Há como resolver isso?

A Via Dutra é faixa de domínio federal e concessionada a grupo privado. A renovação do contrato de concessão se dará no próximo ano. Participei das audiências públicas realizadas no ano passado sobre o assunto. Junto com o deputado federal Alencar Santana apresentamos propostas de viadutos de transposição e retornos em diferentes bairros, desde Bonsucesso até a Ponte Grande, reivindicando que constem do novo contrato de concessão. Nós nos posicionamos contra o pedágio proposto pelo governo federal. Lamento que o atual prefeito não tenha comparecido em tema tão importante.

4) Todos criticam o excesso de cargos comissionados na Prefeitura, mas sucessivos prefeitos os utilizam para formar base de apoio no Legislativo. Como será sua posição quanto a isso, se for eleito?

Há evidente excesso de cargos de livre nomeação na Prefeitura. Convém lembrar que a promessa do atual prefeito foi a de cortar cargos comissionados. O resultado é que ele criou cerca de 300 cargos deste tipo a mais do que havia quando eu fui prefeito. E em relação ao que havia herdado do prefeito que o antecedeu, ele reduziu apenas um pouco o número, mas elevou os salários, o que no final, em termos de despesa, ficou na mesma. Vou cortar radicalmente estes cargos, mesmo porque pretendo usar estes recursos para programas emergenciais de auxílio a desempregados adultos e jovens e de auxílio a micro e pequenos empresários em dificuldades resultantes da crise atual.

5) Enquanto há milhares de famílias sem uma moradia digna, há inúmeros imóveis desocupados sem cumprir função social e boa parte deles com dívidas de impostos. O que pretende fazer nesse sentido?

Quando fui prefeito, a habitação foi uma das áreas de constante atenção e ação. Isso se traduziu na urbanização de mais de 100 favelas, cerca de 9 mil títulos de posse por 90 anos, além de evitar o despejo de cerca de 10 mil famílias, e nos convênios com os governos federal e estadual para milhares de novas moradias populares em várias regiões da cidade. O problema das construções desocupadas esbarra nas disposições da legislação federal. O que o município pode fazer é dialogar com seus proprietários para ter um aproveitamento do imóvel. Em casos de glebas vazias é o que eu fiz no início de meu governo: gravá-las com tributos mais altos para que assim seus proprietários lhes deem destinação social e os tributos voltem ao normal. No caso de dívidas de impostos de glebas vazias, há duas soluções: trocar a dívida por terra, para que o município lhe dê destinação social, ou penhorar a terra vazia para chamar o proprietário à mesa de negociação.

6) A população queixa-se de falta de médicos nas diversas unidades de Saúde. Sucessivos prefeitos atribuem que muitos médicos só aceitam trabalhar no serviço público enquanto não obtêm algo melhor. Como pretende resolver essa questão?

Quando fui prefeito aumentei em 360 o número de médicos acima dos 800 antes contratados. O atual prefeito, que prometeu contratar mais médicos, reduziu seu número. Não é verdade que médicos e médicas só aceitam temporariamente trabalhar no serviço público. A maior parte prestigia o SUS, faz carreira e tem permanência. O maior erro do atual prefeito foi ter substituído o corpo de servidores municipais da saúde nos hospitais por empresas de fora, sob a capa de organizações sociais, hoje alvos da polícia e do Ministério Público. Estas empresas substituíram médicos e médicas, enfermeiras e enfermeiros experientes e abnegados por um pessoal novo, a maior parte pessoa jurídica, sem vínculos empregatícios e incentivos à permanência. Vou voltar a valorizar o pessoal próprio da Prefeitura.

Perguntas específicas para Elói Pietá – PT – 13

  1. Sendo do grupo de risco para a covid-19, como teria feito para administrar a cidade durante a pandemia?

Teria administrado para todos e não apenas para os grupos de risco, uma vez que a pandemia tem como característica sua disseminação entre pessoas assintomáticas e sintomáticas. Medidas mais rígidas nos momentos mais cruciais e medidas mais adequadas quando a pandemia arrefece. Os decretos teriam que ser fiscalizados em sua execução. Ao invés de construir uma tenda no Cecap, da qual só sobrou o asfalto, teria instalado os leitos de enfermaria e de UTI no Hospital da Mulher, cuja construção está pronta ao lado da Maternidade JJM. Ficaria um legado importante para nosso sistema de saúde. Teria adotado na área econômica uma melhor divisão do que abre e o que fecha, para não privilegiar alguns setores, levando outros à falência ou a enormes dificuldades econômicas que ainda persistem. Teria acompanhado a busca do auxílio emergencial para socorrer os que a ele tinham direito, mas não tiveram acesso

2) Nas gestões anteriores, o PT nomeou secretários vindos de outras cidades. Como o partido perdeu várias prefeituras, presume-se que, se eleito, irá abrigar membros do PT em sua gestão. Qual sua posição a respeito?

Antes de mais nada, é preciso deixar bem claro que o atual prefeito chamou muito mais secretários de fora da cidade do que fiz no início de minha gestão. Profissionais de fora em minha gestão foram exceção, para trazer experiência externa a uma grande cidade em setores onde não haviam sido formados anteriormente experientes gestores locais (como Trânsito e Segurança Pública). Procurei nas várias áreas trabalhar com gestores locais (Finanças, Obras, Saúde, Educação, Administração, Assistência Social, Trabalho, Esportes, Habitação, Planejamento Urbano, Governo etc.). Guarulhos hoje tem grandes quadros de gestores locais. Não será preciso trazer quadros de fora. E me dedicarei a formar uma nova geração de gestores locais comprometidos com nossa cidade. Esta história de trazer quadros de fora é argumento de adversários que fazem exatamente aquilo que criticam nos outros.

Quem é candidata a vice

Adê Rocha

A professora e pedagoga Adê Rocha é a candidata a vice-prefeita da coligação “Pra Guarulhos Crescer de Novo” (PT, Solidariedade e Rede). Lecionou por 27 anos na rede estadual e particular de educação, atuando no ensino fundamental e médio e na Educação de Jovens e Adultos (EJA). É autora de livros, escritos em colaboração com alunos. Foi fundadora e presidente do Rotary Club de Guarulhos Leste. Filiada ao Solidariedade, Adê Rocha defende o respeito à diversidade e a valorização do idoso, do jovem e da mulher.